Eu AMO Olimpíadas, desde pequena. Parece que o mundo fica pequeno e cabe dentro de alguns milhares de metros quadrados. Por alguns preciosos dias, brigas e impasses políticos deixam de existir, as diferenças culturais mostram a riqueza da raça humana (ao invés de alimentar a intolerância) e temos a oportunidade de ver pessoas sensacionais compartilhando conosco suas histórias de fracasso e sucesso, derrotas e conquistas.

Vários foram os momentos inesquecíveis nessa primeira semana de competições, mas os que mais tocaram o meu coração foram dois. Ambos, protagonizados por mulheres, negras e que sobreviveram a uma infância difícil e a condições tidas como ‘não ideais’ para as conquistas IMPRESSIONANTES que alcançaram.

O primeiro, da ginasta americana Simone Biles ao compartilhar com o mundo o que significava pra ela o topo do pódio olímpico:

“Não sou a próxima Bolt ou Phelps. Sou a 1ª Simone Biles”.

Quanta autoestima, senso de valor e respeito próprio estão contidos nessa pequena frase, hein? Isso vindo de uma menina que foi tirada da mãe viciada em drogas aos 3 anos de idade, entregue aos avós maternos, devolvida à mãe tempos depois e colocada para adoção novamente depois de dois anos quando foi, finalmente, adotada pelos avós junto com a irmã mais nova. Cansou aí? Pois é, ela não.

O segundo, da judoca brasileira Rafaela Silva ao conquistar a medalha de ouro na sua categoria:

“É muito bom para as crianças assistirem agora ao judô. Se eu puder ajudá-las com esse resultado, mostrar que uma criança que saiu da Cidade de Deus, que começou no judô por brincadeira e hoje é campeã olímpica, isso é inexplicável. Se elas têm um sonho, elas têm que acreditar, porque esse sonho pode se realizar”.

Rafaela, negra, pobre e lésbica. Rafaela, execrada pelo público, vítima de um racismo ATROZ nas Olimpíadas de Londres quando não conseguiu trazer medalhas para casa. Rafaela, que se negou a ter sua história escrita pelos outros.

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Muitas vezes, ao enfrentarmos as dificuldades da vida, nos escoramos em situações externas à nós como uma infância pobre, pais abusivos ou não incentivadores, um chefe carrasco ou um companheiro/a violento, para justificar nossa desistência ou desânimo de buscar o ponto da virada. Ao fazer isso deixamos que condições alheias aos nossos sonhos e vontades comandem a nossa vida.

Só você sabe a curva da sua história onde ficou difícil dominar o que te aconteceu e também deveria saber que é impossível controlar TUDO o que te acontece, mas é importantíssimo que você entenda que pode escolher COMO enfrentar essas dificuldades. É você quem diz sim ou não, é você quem decide se corre ou se fica, se desiste ou se luta e se a caneta que vai escrever a sua história é de ouro, prata ou bronze.

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Fico aqui na torcida para que a gente você tenha a oportunidade de ver e conhecer muito mais histórias maravilhosas de poder e luta nessa última semana olímpica! Quais foram as suas?

 

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