A diferença MONSTRUOSA entre mudar de vida lutando contra o velho ou investindo no novo

A cena você já conhece. Segunda-feira, dia internacional do regime, dos novos planos, do BASTA. Só que você abre o olho pela manhã e, ao invés de pensar no café da manhã saudável e rico em nutrientes ou no começo da noite produtivo e focado nos seus novos objetivos e projeto criativo, você só consegue pensar no pãozinho francês com manteiga derretendo e naquele cliente ou projeto chato que você vai ter que passar a tarde inteira aturando no escritório. A semana nem começou e você já se acorrentou à velha mentalidade de todos os dias. Bom dia, cérebro, seu truqueiro fdp…

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“O segredo da mudança é focar toda a sua energia, não em lutar contra o velho, mas em construir o novo.”- Sócrates

Nós seres humanos, somos seres de hábitos, tanto bons quanto ruins. É assim que nosso cérebro economiza energia, padronizando nossos pensamentos e percepções para que a tomada de decisão não leve muito tempo. Ou seja, seu cérebro não precisa MESMO da sua ajuda para lembrar do pão com manteiga derretido ou da aporrinhação que te espera na segunda metade do expediente de hoje. É NORMAL pra ele percorrer esses pensamentos, é automático e econômico. Aliás, ele costuma ancorar o barco nos velhos hábitos MUITO ANTES de você ter a intenção de dar uma volta pelo passado, entende o que eu quero dizer?

Por isso a construção de uma nova mentalidade demora um tempo para se fixar (estudos dizem que novos hábitos começam a se fixar em nossa mente a partir de 8 semanas) e é nessa espera que muita gente desiste de mudar sua vida.

Eu não quero te desanimar nessa segunda-feira, muito pelo contrário. É explicando como tudo funciona aí dentro dessa sua cabecinha maravilhosa que você vai descobrir que é possível SIM ultrapassar o ponto de mutação e que isso, olha só a boa notícia, só depende de você.

Para mudar sua vida, alterar um hábito, uma rotina e sair do piloto automático você precisa, antes de tudo, mudar a sua maneira de pensar. O pensamento positivo, os hábitos mais saudáveis e, porque não, a prática da gratidão, tem o poder de alterar as redes neuronais do seu cérebro. É a tal da neuroplasticidade que explico direitinho no meu livro Criatividade Empática.

Os neurocientistas descobriram que até as condições neurológicas e psiquiátricas consideradas graves (AVCs, paralisia cerebral e doencás psiquiátricas) podem ser transformadas através do foco positivo e do treino de outras áreas do cérebro com atividades mentais e físicas repetitivas.

Hoje sabemos que o nosso cérebro pode até amar loucamente um hábito ou padrão de pensamento, mas ele pode sim, através da força de vontade e do foco diário, buscar a mudança e a resolução daquele problema cabeludo e de uma vida sem propósito.

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Tudo depende de você e do seu esforço constante em olhar sempre pra frente (por mais que o seu cérebro te arraste para o que é conhecido e confortável), e buscar o lado positivo nas mudanças desejadas.

Existem inúmeras maneiras de fazer isso. A que eu mais gosto e acho eficiente é o planejamento do seu dia a dia, semana e mês. Pense assim, se você não anotar na agenda o que fazer para ter hábitos mais criativos e mais saudáveis (quais dias da semana irá se exercitar, quais tipos de alimentos irá comer e quando vai sentar para estudar e pensar no seu projeto vida e no que você pode fazer por ele), seu cérebro não vai se lembrar por você. Ele é um bicho preguiçosinho, lembra?

A missão de anotar tudo e bolar um plano de ação é SUA. Se eu posso te dar uma dica preciosa para planejar a mudança que você tanto deseja com mais eficiência é a seguinte: coloque metas estimulantes no papel, que te desafiem e até causem um leve friozinho na barriga. Só tome cuidado pra não pirar demais na batatinha, pelo menos no começo. Você não quer o impossível, você quer apenas dar o próximo passo. Mas atenção pra não deixar as metas muito babas de atingir também. Esse equilíbrio é chamado pelos profissionais de alta performance de ponto ideal: nada muito fora do seu alcance que te desmotive e nada muito fácil de fazer para que você não se acomode.

O autor Daniel Coyle dá uma dica boa, excelente para encerrar o texto de hoje:

“Pergunte a si mesmo o seguinte: E se eu desse o máximo de mim, o que eu quase conseguiria? Esse é o limite da sua capacidade atual. A sua missão é traças metas que te levem um pouquinho mais à frente disso. É nesse pouquinho a mais que mora o seu ponto ideal.”

Se quiser, pode me contar aqui nos comentários qual o seu ponto ideal e qual a sua meta pra chegar lá! Estou sempre por aqui, você sabe 😉

Mil beijos,
Bia

ps – Ahhh, vou começar a dar algumas dicas de leitura quando o texto pedir. Anote aí a de hoje: O poder do hábito, Charles Duhigg e O segredo do talento, Daniel Coyle.

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