Esses dias me deparei com uma pesquisa interessantíssima na internet. Dessas que caem feito um raio na sua cabeça, sabe? Estou eu, tranquilona, lendo meu feed de notícias no Feedly, quando leio a seguinte matéria do Brasilpost:

LSD pode ser o antidepressivo do futuro, revela pesquisa publicada nesta semana pela prestigiosa revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

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Oi? Como? ‘Péra’…Repete?

Depois de me empolgar por 2 segundos (caramba, nossos problemas estão resolvidos, ehehe), fui ler a matéria com calma. ‘Deve ter caroço nesse angu’, pensei. Mas não tinha caroço nenhum, tinha sim um angu muito do bem temperado com insights poderosos.

A grande descoberta feita pelos cientistas nessa pesquisa é que o LSD tem o poder de enfraquecer a nossa chamada “rede de modo padrão”. Imagine essa rede como se fosse a gerente-geral da sua mente. Basicamente, é ela que nos diz o que é adequado, o que é considerado “normal”. Ela é a chefe do seu quarteirão, a que grita mais alto e manda todo mundo calar a boca, conhece a figura?

Tendo em vista que nas viagens de ácido o seu cérebro é capaz de ver, escutar e sentir coisas que até Deus duvida, isso faz total sentido, né? É como se o LSD mandasse sua rede de modo padrão tirar umas férias sem data pra retornar. Chega de normalidade e padrões. Mostre o que você anda escondendo de mim!

Pois então, o curioso é que TODOS NÓS já tivemos essa rede de modo padrão bem pouco ativa, pelo menos uma vez na vida, sem precisar usar drogas alucinógenas. Você quer tentar adivinhar quando? Vou te dar um tempinho pra refletir, vai… Enquanto isso, se inspire para responder essa minha pergunta olhando fixamente para a imagem abaixo durante alguns segundos.

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E aí? Já conseguiu descobrir quando fomos naturalmente muito loucos?

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Na infância! Quando somos crianças a rede de modo padrão praticamente não existe. Tudo é visto e experimentado pela primeira vez, não existe julgamento e nenhum gerente-geral te dizendo como ver, ouvir e sentir. Tudo são possibilidades infinitas.

Infelizmente, conforme crescemos e envelhecemos, a rede vai tomando conta do pedaço e funcionando cada vez mais intensamente. O cérebro faz isso como uma maneira de economizar energia na tomada de decisões. Ele assume uma porção de coisas para que você funcione de maneira mais eficiente. Ele mata sua curiosidade pela vida e pelos processos. Aos poucos vai assassinando sua criatividade também.

Curiosidade = Criatividade

Outra descoberta interessantíssima dos pesquisadores é que essa rede de modo padrão é fortíssima em indivíduos que tiveram grandes traumas ou que sofrem de depressão. Ou seja, e preste atenção porque isso é a coisa mais importante que você vai ler aqui, é a nossa incapacidade de enxergar além do que nos é informado, padronizado pelo cérebro, que nos leva a enxergar o mundo em preto e branco.

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A tal da rede de modo padrão tem tudo a ver com a chamada “plasticidade do cérebro” – a capacidade que o cérebro tem de refazer conexões e mudar funcionalmente. Quanto mais forte essa rede, mais rígido é seu sistema nervoso – menos plástico, portanto. Na infância, temos uma capacidade quase infinita de aprender coisas novas e de mudar. É a nossa curiosidade pelo mundo e pelas coisas, nossa falta de julgamento (diretamente responsável pelo mindset criativo de uma pessoa) que nos leva a ser mais felizes e criativos. Simples assim:

Curiosidade = Criatividade = Felicidade

A ideia básica da terapia com LSD, portanto, seria a de desligar a rede de modo-padrão, de maneira a aumentar temporariamente a plasticidade do cérebro, tornando possível moldar a mente para resolver definitivamente problemas psiquiátricos sérios. Parece ser um pouco como uma regressão: o paciente volta a ter uma mente de criança para curar distúrbios psiquiátricos. A mente onde tudo é possível, toda cura, toda compreensão e entendimento.

Curiosidade = Criatividade = Felicidade = Dose de LSD!

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Sem discutir aqui o uso ou não de drogas alucinógenas no tratamento de depressão (você pode ler a matéria toda aqui se quiser saber mais sobre isso), o princípio da coisa toda é que me interessa!

Se conseguirmos mudar nossa forma de enxergar o que é cotidiano, ‘conhecido’ e padronizado com novos olhos, usando a visão infantil que todos já tivemos, seremos capazes de questionar, duvidar e redescobrir o mundo.

Nosso LSD diário é nossa curiosidade pela vida, nossa vontade de enxergar o novo dentro do antigo, as possibilidades dentro da rigidez. E esse tipo de curiosidade e criatividade, nada tem a ver com habilidades artísticas. Quando falo desse approach, quero te dizer que uma vida criativa surge de mindset criativo. 

Mindset:  Modelo mental predominante (a tal da rede de modo padrão), ou seja, a forma institucionalizada de enxergarmos as coisas.

Quando nos damos conta disso, do fato que uma vida criativa reside completamente dentro da nossa cabeça, uma transformação poderosa acontece:

  • Percebemos que, talvez, não seja nosso trabalho que drene nossa alegria de viver, e sim a maneira como olhamos e lidamos com ele;
  • Entendemos que mudar de casa, cidade ou país (apesar de gostoso) não é uma necessidade para alcançar as mudanças e transformações que você tanto anseia. Tudo começa dentro da sua cabeça;
  • Enxergamos beleza nas coisas mais banais;
  • Conseguimos resolver problemas que nos assombram a anos, simplesmente mudando a maneira como olhamos pra eles.

Lição do dia: o mindset criativo é o natural high da vida 😉

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Como você sabe esses são assuntos que movem a minha vida. Considero de extrema importância para o nosso futuro essa quebra de paradigma. Por isso que tenho desenvolvido programas e livros que te ajudem nesse caminho rumo a uma vida mais criativa, onde você possa exercitar outro olhar sobre as coisas, encontrar felicidade escondida nos pequenos e comuns detalhes da vida.

Se você está precisando de um empurrãozinho para mudar as coisas de lugar aí na sua vida, que tal dar uma olhada no meu livro Criatividade Empática Ele pode te ajudar a transformar a sua maneira de encarar a criatividade e a busca pelo seu propósito de vida, sabia?

 

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