[VÍDEO] DESIGN THINKING: Dá para aprender a ser criativo?

No vídeo de hoje vou te provar por A + B que seu cérebro… é plástico.

Mas nada de imaginar uma garrafa de refrigerante PET sacudindo aí dentro da sua cabeça. Tente imaginar algo como uma massa plástica. É uma analogia mais certeira.

Já ouviu falar em Design Thinking? Não? Então corre apertar o play e conhecer uma das ferramentas mais poderosas na hora de cultivar seu gênio criativo!

 

Tenho certeza de que você já passou horas na infância brincando de criar e recriar mundos, personagens e objetos (muitas vezes) estranhos com um pouco de massinha de modelar. Será que você vai se assustar se eu te disser que você pode brincar da mesma maneira com seu cérebro pegajoso e delicado?

Outro dia sai com meu filho para passear. No auge dos seus 15 anos, ele está naquela fase difícil pela qual todos nós já passamos, a fase do:‘E aí? Já decidiu o que vai prestar no vestibular?’ Coitado de você se não souber responder, sua pobre criatura perdida e condenada ao fracasso aos 17 anos…

Eu sinto um aperto no coração, pelo meu filho e por todos nesta idade. Sempre me perguntei sobre a importância ou benefício adquirido em forçar uma pessoa recém saída da infância a decidir o que vai ter que fazer pro resto da vida aos 16/17 anos de idade. Me parece tortura e é claro que eles se sentem torturados. E é ÓBVIO que meu coração de mãe reflete esse sentimento.

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No cinema, enquanto os trailers das próximas atrações passavam, perguntei se ele se considerava uma pessoa criativa. Ele disse que não. Pausa para mais uma torcidinha doída no meu músculo involuntário que bate e mantém esse corpo funcionando… Eu perguntei: ‘Porque não?’ E ele retrucou de ombros: ‘Não sou bom em desenhar como você.’

Neste momento eu tive uma pequena revelação: o mundo inteiro associa criatividade à capacidade artística. Ponto final. Ou você é o Michelangelo ou não tem um pingo de criatividade percorrendo os impulsos elétricos no seu cérebro.

E se eu te disser que você:

  • Pode aprender a desenvolver sua capacidade criativa;
  • Não está condenado ao seu estado inicial ou atual de invenção e criatividade;
  • Teu em seu cérebro uma característica maravilhosa, descoberta pelos neurocientistas nas últimas décadas, chamada PLASTICIDADE CEREBRAL?

A plasticidade cerebral é a capacidade que o cérebro tem em se remodelar em função das nossas experiências pessoais, reformulando as suas conexões em função das necessidades e dos fatores do meio ambiente.

Ou seja, ao contrário do que passamos séculos acreditando, SIM, o cérebro se regenera, se desenvolve, cresce, aprende, refaz sinapses e mapas mentais, mesmo na idade adulta. Portanto, eu grito: “SIM, você pode aprender a ser criativo, seja qual for a sua linha de trabalho, acredite.”

O poder do Design Thinking

Imagine que para sua mente viver a capacidade plena da criatividade existem dois movimentos fundamentais a serem observados: a divergência – capacidade de ampliar as perspectivas, percebendo o mundo ao seu redor através de associações diferentes das usadas no dia a dia, recorrendo a novos conceitos e ideias – e a convergência – habilidade de aplicar essa nova visão à sua vida e à vida de outras pessoas. Afinal, ninguém é uma ilha, certo?

Os menos criativos recorrem à respostas já conhecidas quando enfrentados pelos dilemas da vida, preferindo a segurança da estrada conhecida. Já os mais criativos ousam imaginar caminhos alternativos, com pontos de parada fora da curva, muitas vezes escondidos lá no escuro da nossa mente.

A boa notícia é que é possível mudar nosso padrão de pensamento. Tudo culpa da tal plasticidade cerebral do começo deste texto, lembra? Existem métodos para destravar a sua criatividade, fazendo seu cérebro percorrer novos caminhos, libertando-se do medo para buscar novas experiências e soluções.

Hoje quero trazer à tona um deles: o design thinking.

Design Thinking é o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados à aquisição de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia em um contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto; criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as soluções para o contexto. Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação. – Wikipedia

O método começou a ser divulgado pelo pessoal da IDEO, empresa de design e consultoria de inovação dos irmãos David e Tom Kelley. David é o responsável também pela d.school na Universidade de Stanford nos Estados Unidos. Lá, ele e mais uma porção de professores ajudam alunos e profissionais de todos os cursos imagináveis como médicos, advogados, escritores, designers, administradores e afins, a rever e repensar o processo criativo, desmistificando-o e trazendo seus benefícios para a vida real.

O bacana desta nova maneira de encarar a inovação e os benefícios do processo criativo está no fato de que o foco passa a ser a experiência do consumidor ou do público-alvo, e não o lucro ou benefício de quem desenvolve o conceito. O Design Thinking é uma metodologia altamente empática pois, através das etapas deste método, busca por respostas que levem a uma real melhoria na vida daqueles que terão a vida transformada por essas novas ideias, usando esta sequência de ações como uma ferramenta para o alcance de soluções holísticas e baseadas na experiência do consumidor.

Interessante, não? Para te ajudar na compreensão do método bolei este pequeno infográfico que pode ser aplicado em qualquer ideia que você tenha aí nesta sua cabeça maravilhosa e criativa:

EMPATIZE: Aprenda sobre o público para o qual você propõe ajuda, através da observação, conversas e trocas de experiências. Caminhe com o sapato alheio, sabe?

DEFINA: Desenvolva um ponto de vista baseado no seu público alvo. Quais são as necessidades deles?

IDEALIZE: Pratique um brainstorm e crie inúmeras e diferentes possibilidades que possam resolver o problema. Seja ousado!

CONSTRUA: Crie protótipos das suas ideias e mostre para várias pessoas. Preste atençao na reacao e feedback delas e refine seu projeto de acordo com as suas ideias.

Pegar sua mente divergente (sim, você é capaz de sair da caixa, acredite) e convergi-la em novas ideias é totalmente possível. Basta você estar pronto para se abrir para o mundo, às pessoas e ao seu poder de querer transformar o mundo ao seu redor. A criatividade está logo ali na curva, esperando para que você acene e vá até lá bater um papo com ela.

Se você gostou, pode compartilhar a vontade o vídeo nas suas redes sociais. Pode também lascar um joinha no vídeo, além de se inscrever no canal, claro. Assim você não perde nenhuma portagem por lá!

Se você está precisando de um empurrãozinho para mudar as coisas de lugar aí na sua vida, que tal dar uma olhada no meu livro Criatividade Empática Ele pode te ajudar a transformar a sua maneira de encarar a criatividade e a busca pelo seu propósito de vida, sabia?

 

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