[VÍDEO] A lição de criatividade ‘escondida’ no filme Divertidamente

O vídeo de hoje pode quase ser confundido com uma resenha de filme. E de um filme MARAVILHOSO, diga-se de passagem. A reação é a mesma em 80% das vezes que apertam o play no filme Divertidamente: risos, lágrimas e RECONHECIMENTO.

Quem não chorou quando viu as ilhas de personalidade da pequena Riley serem destruídas no filme bom sujeito não é, ou é ruim da cabeça ou doente do … coração. Não rima, eu sei. Mas a questão é essa mesmo. Enxergar o de sempre e ver algo diferente. Destruir para reconstruir.

Aperta o play e vem comigo:

 

O motivo da comoção geral é porque todo mundo se identifica com essa destruição. Todos nós já passamos por isso. Uma ou várias vezes. E provavelmente, ainda vamos passar por ela de novo… Seguuuuraa, Berenice!

NINGUÉM É FELIZ O TEMPO TODO.

“Dãaaaa, jura, Bia?” Eu sei que parece óbvio, mas o fato de não conseguirmos lidar direito com as frustrações do dia a dia mostra que sim, nossa criança interior ainda acha que a vida é como a Ilha das Palhaçadas de Riley, a preferida da menina no filme, lembra?

O lado ruim de ‘cair na real’ é que toda essa frustração costuma vir acompanhada de dor e essa dor acaba criando memórias ruins relacionadas àquele momento: a perda de um grande amor (que pode gerar muito medo quando encontramos uma nova pessoa em nossa vida), sair de casa (se não tivemos uma educação que nos incentivou a sermos independentes) e até na hora de decidirmos trocar carreira (se tivermos sido incentivados a olhar apenas os benefícios financeiros e a estabilidade no trabalho como vantagens).

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O lado bom é que tudo pode ser reconstruído com esforço e, com o tempo, percebemos que para reaprender a enxergar o mundo com outros olhos, precisamos implodir tudo aquilo que é conhecido e começar do zero, usando nossas fundações apenas como base e não como estrutura da nossa nova forma de enxergar o mundo.

NÃO PERCA SEU TEMPO TENTANDO DELETAR OU EDITAR O PASSADO

O psiquiatra Augusto Cury, em décadas de trabalho desenvolvendo sua Teoria da Inteligência Multifocal, explica que percebemos o mundo não através do presente, e sim através dos nossos gatilho de memória. Como? Vivenciamos o mundo através daquilo que nos é familiar.

Se a memória que temos relacionada a uma determinada situação é ruim, vamos ter uma má impressão do que estamos vendo, escutando ou presenciando. Se a memória é agradável e alegre, seremos invadido pela positividade e sensação de bem estar em relação àquele assunto.

Essa percepção é instantânea, acontece num milésimo de segundos, sem que a gente tenha consciência ou controle de como ela acontece. Mudar essa estrada é impossível, assim como editar nosso passado. Mas é possível focar no agora diante das dificuldades e, assim, construir caminhos alternativos, mudando nossa percepção diante dos problemas.

“Uma característica de personalidade precisa de um núcleo de habitação do Eu, uma plataforma de janelas, um “bairro” todo na cidade da memória para ter sustentabilidade, enfim, para ser encontrada espontaneamente pelos fenómenos inconscientes, como o gatilho da memória. Usando essa metáfora da cidade, são os bairros, e não as residências solitárias, que definem e representam as características da personalidade. A maioria dos seres humanos leva para o túmulo as características da sua psiquê que mais detestam porque não constroem uma agenda para ‘reurbanizar’ os bairros da sua memória que contém esgoto a céu aberto, praças mal iluminadas, ruas esburacadas, casas em ruínas ” – Augusto Cury

Quando focamos apenas no que nos angustia, nas casas velhas do nosso bairro, deixamos de enxergar a possibilidade de transformar um momento ruim em um impulso para realizarmos uma mudança na maneira de enxergarmos aquela situação feia. Adivinha o que também acontece quando fazemos isso? Travamos o fluxo da nossa criatividade, pois já dizemos um sonoro “NÃO” antes mesmo de tentarmos vislumbrar um tímido “SIM!”.

A VERDADE É DOLOROSA MAIS LIBERTADORA: É ESSENCIAL DESTRUIR PARA REALIZAR!

Todo processo de reconstrução é um processo de criação. Ninguém tira nada do chapéu, milagrosamente. Criar é revistar o que já conhecemos e enxergar novas possibilidades para velhas maneiras. Acredite, muita gente gasta uma energia absurda tentando ignorar as memórias ao invés de aprender com elas…

Como pode ser bem assustador encarar essa destruição de peito aberto, fiz uma lista pra te encher de coragem e te colocar rumo a uma nova maneira de encarar a vida:

– Arme-se a cada dia com esperança e esforço extra para travar uma batalha através da repetição de novas formas de lidar com assuntos estressantes;

– Atinja as mudanças que deseja na sua vida encarando de frente aquilo que te angustia e não se deixando levar por velhos e conhecidos caminhos;

– Toda vez que se deparar com um pensamento ou resposta emocional do tipo ‘bate-pronto’, respire fundo e se pergunte: Estou agindo ou REAGINDO?;

– Mergulhe numa viagem dentro de si mesma sempre que perceber que está REAGINDO. Se você reage de prontidão a algo que te angustia é porque está baseando suas respostas em suas memórias conhecidas. Vá fundo até elas e aprenda a dizer: “Não, obrigada. Daqui pra frente quem decide sou eu e não vocês.”;

– Quando a destruição for inevitável, exercite as seguintes características: pense antes de falar, coloque-se no lugar do outro antes de responder, inove agindo de maneira diferente do seu normal, crie rotas de fuga e recomece!

Diz aí que você ficou morrendo de vontade de assistir Divertidamente de novo, vai?

Se você gostou, pode compartilhar a vontade o vídeo nas suas redes sociais. Pode também lascar um joinha no vídeo, além de se inscrever no canal, claro. Assim você não perde nenhuma portagem por lá!

Se você está precisando de um empurrãozinho para mudar as coisas de lugar aí na sua vida, que tal dar uma olhada no meu livro Criatividade Empática Ele pode te ajudar a transformar a sua maneira de encarar a criatividade e a busca pelo seu propósito de vida, sabia?

 

Você gostou desse texto? Então 'bora compartilhar criatividade com a galera!

2 thoughts on “[VÍDEO] A lição de criatividade ‘escondida’ no filme Divertidamente

  • Val Campos

    Tentei assistir ao vídeo, mas apareceu como “restricted”… : Adorei o filme Divertidamente, acho que foi a melhor animação que já vi.
    Estava curiosa… Será que há algo errado?
    Bjos!
    http://1pedranocaminho.wordpress.com

    • Bia Lombardi

      Jura??? Acabei de olhar lá e está aparecendo normalmente o vídeo… vc tentou ver do celular ou de outro computador?

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